sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Onze


Baixe agora o novo Set: Download

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Perecível (Novo texto roubado)

I'd like to see the Riviera
and slowdance underneath the stars
I'd like to watch the sun come up
in a stranger's arms*
E se? E se você pudesse namorar com quem realmente ama e sem quem não consegue viver? E se pudesse escolher quem lhe fizesse realmente as borboletas e lombrigas se debaterem na boca do estômago? Alguém que você consegue admirar, compartilhar, que te ensina e, acima de tudo, faz os pelos ouriçarem na nuca pela mera menção do nome?

E se fossem tudo e todos menos complicados e você pudesse chegar e dizer eu não consigo seguir em frente porque ainda te amo" ou, pelo contrário, tivesse retidão para desabafar "eu jamais te amei do jeito que entendo que o amor deve ser"?

E se nada mais fosse empecilho para você absorver os dias com mais calma menos ansiedade? Imagine se os sorrisos de quem trabalha com você fossem todos verdadeiros e, veja que maravilha, que você não vivesse entorpecido pela própria mentira que construiu e reafirma todos os dias. Que houvesse um equilíbrio entre você e o outro, entre as liberdades e as invasões, sem aprisionamentos.

E se este sentimento de inadequação permanente deixasse de existir e desse lugar a uma ligação afinada com o funcionamento de tudo? E se você não precisasse mais andar na corda bamba entre se esconder e chamar a atenção de todos ao ponto da loucura? E se a sua capacidade de abstração fosse esperta sem ser persecutória?

E se você pudesse simplesmente ser? Deixado em paz. No seu canto, mastigando as horas no seu passo, entendendo exatamente quando chega o momento certo para as coisas, do seu jeito, sem prazos nem cobranças. Sem achar que deve ao outro alguma ação ou sentimento ou que precisa participar de algo para fazer parte do todo. Que às vezes seu todo é você, e só você saberá o momento de se expandir ao mundo.

E se a vida fosse não concluir as coisas, mas levá-las adiante, adiante, adiante?

E se? E se? E se?

*A letra é de Home, que Sheryl Crow gravou no álbum homônimo de 1997. (download aqui)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MCoxx 10 - Lado B

Baixe agora a segunda parte do set 10.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Versus 2.0



Apesar da pequena demora, finalmente saiu a segunda edição de Versus. O convidado da vez é um outro amigo que se auto intitula Galdi Tribal. A arte, sempre excepcional, fica por conta do Edinho (Edson Filho).

Espero que o resultado agrade a todos, e fico no aguardo das críticas, opiniões, sugestões, e porque não de novos parceiros.


Versus 2.0 (baixe aqui).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Texto Roubado - O Significado das Palavras

No tempo do Mestre Linji (Rinzai), alguns termos budistas eram usados tão frequentemente que perderam o significado.

As pessoas mastigaram tanto palavras como "liberação" e "iluminação" que elas perderam seu poder.

Hoje não é diferente. As pessoas usam palavras que cansam nossos ouvidos.

Ouvimos tanto as palavras "liberdade" e "segurança" no rádio, televisão e jornais que elas perderam sua efetividade ou o significado ficou distorcido.

Quando palavras são usadas demais, mesmo as mais belas perdem seu verdadeiro significado. Por exemplo, a palavra "amor" é maravilhosa. Quando gostamos de comer hambúrgueres, dizemos "Eu amo hambúrgueres". Então, o que sobra do significado da palavra "amor"?

*Outros textos acesse: http://www.samsara.blog.br/

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

M|Coxx vol. 10 - Lado A

Para comemorar a chegada de Setembro e a Décima edição do MCoxx, resolvi fazê-lo em duas partes: lado A e B. O Lado A já está disponível para download.
Na próxima sexta, tem a segunda edição de Versus.
Baixe o lado A aqui. Divulgue, colabore, seja bem vindo.




terça-feira, 1 de setembro de 2009

Setembro e Amigos

Voltaram se os dias de Sol. Sorrisos. Bem-estar. Conforto. Amizade. Minha vida vem se tornando assim nos últimos dias. Reconheço que ter mudado a maneira como percebo o meu cotidiano foi uma brisa que, dispersou o nevoeiro que cobria certos dias.
Os meus olhos percebem os amigos de uma maneira diferente hoje em dia. A própria idéia do amigo já é um afago no meu pensamento. Vez por outra eu me encontro na solidão de minhas escolhas, e nesses momentos é que reconheço com mais gratidão e intensidade o quanto sou feliz pelas amizades que tenho. Sei que não temos um escudo protetor que nos afaste completamente de gente pilantra e de mau caráter, mas mesmo essas pessoas parecem surgir para nos ensinar uma coisa: que vale a pena confiar em todos para que possam emergir entre eles as grandes e verdadeiras amizades (a famosa seleção natural).

O amigo é uma benção, um sinal de que a vida foi, e está sendo, bem vivida. Não é a tão sonhada promoção no emprego, nem o aumento do salário ou a compra de um carro zero-quilômetro que nos conforta no dia-a-dia. O que nos acompanha é justamente o amigo que está ao nosso lado, faça chuva ou faça sol.

Ainda não sei se as pessoas se apresentam a nós no momento em que estamos preparados para tal ou no momento em que mais necessitamos delas, mas venho aprendendo e me conscientizando de que estamos todos interconectados. De uma maneira ou de outra, estamos todos caminhando e vivendo em busca de um ideal comum: a felicidade.

Felicidade, segundo o Dalai-Lama, é nada menos que o propósito da vida. O desafio é descobrir o que seria essa felicidade para cada um de nós. Eu descobri que felicidade, entre outras coisas, é o amigo: o amigo é a imperecível felicidade disfarçada na brevidade de um sorriso. É a vida destilando gotas de um estimável e nostálgico idílio nos silêncios do meu cotidiano.

Talvez eu esteja no caminho certo. Conheci pessoas MARAVILHOSAS nesses últimos meses. Gente que me mostrou novas percepções para velhos costumes, gente que trouxe um novo período em minha vida.

Período de reciclagem, novas orações, novos predicados, novos verbos. Gente que me fecha os olhos e me suspira o coração. Gente que me faz companhia e que me refresca como uma gostosa e leve brisa. Gente que me sorri a pureza de uma criança me massageia o corpo e a alma, me recebem e abrigam.

Eu reconheço que faço propaganda de meus amigos, mas nem sempre fui assim. Eu sou uma pessoa que demonstra bem o apreço que sente pelas coisas de que gosta, mas não fazia a mesma coisa em relação aos amigos. Finalmente aprendi a dizer o quanto eu os aprecio e o bem que eles me fazem. No final é um bem que faço a mim mesmo. Dias atrás, enquanto caminhava pra casa, vi uma camiseta, onde se lê: “Eu sou você. Você sou eu”.

Veja só, estamos mesmo todos interconectados. Você sorri através de meu sorriso, eu sonho através do seu sono. Nós e o mundo pulsamos um só coração.

Tamanha felicidade se deve ao mês que se inicia. Adoro setembro. Espero que os novos ares que chegam com ele possam suavizar as dores e aumentar as esperanças de cada um dos meus amigos.